terça-feira, maio 30, 2006
terça-feira, maio 23, 2006
Superstições

Uma amiga minha, poucos anos mais velha do que eu tve a sua bebé em Dezembro.. e desde então, vou acompanhando a sua evolução através do que a minha mãe vai falando com a avó da criancinha q é sua amiga. E hoje fartei-me de rir ao saber das últimas supertições daquelas duas e com as quais vão criando a pequena Leonor.
Foram elas de visita a uma amiga, e quando iam para sair repararam que já era de noite e começaram a ficar atrapalhadas. A dona da casa repara e pergunta o q se passa. e diz a avó: é q de noite a criança não devia sair de casa a não ser nos braços de um homem forte! (ok, ok, quer ve-las daqui a 15 anos e ver se mantém a mesma opinião!! se bem as conheço nessa idade ela não vai poder dar um passo desacompanhada de um pau-de-cabeleira!).
Outra logo a seguir: Olha, e por acaso (virando-se p a tal amiga), não tens aí uma côdea de broa? é que de noite tb deve andar sempre com uma no berço...
Eu já tinha ficado a saber da supertição de a criança não por o nariz fora de casa durante o 1º mês de vida..mas ao saber estas não contive uma gargalhada e ao mesmo tempo um pouco de incredulidade por elas seguirem as supertições tão à risca.
Já sabia q, tb por supertição, lá em casa delas não se varre a casa à noite. Ainda tentei q a minha mãe adoptasse esta, mas cá em casa nunca resultou..
Ora bem! já agora, alguém sabe as razões para estas superstições? E que outras conhecem?
Ora pois...
É raro colocar aqui algum texto não meu, mas recebi este hoje, que acho que vale a pena trazer aqui...
«O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL... »
quarta-feira, maio 17, 2006
Ouso ousar
a tua voz , os teus lábios, o teu cheiro..
o teu toque quente
a minha mão escondida na tua,
o pescoço aconchegado no teu abraço.
O conforto da tua presença,
os teus suspiros em meu regaço.
O sono, entre beijos, partilhado
o acordar saboreado com sorriso..
Ouso ousar, e confesso,
tenho saudade da essencia de ti..
segunda-feira, maio 15, 2006
dias de ausência..
Ando ausente deste espaço de que tanto gosto. E não é por falta de coisas para escrever..é antes uma ..como hei-de dizer..falta de vontade ou de motivação para aqui vir deixar pensamentos mais ou menos ociosos..e até mesmo, tenho "falhado" nas visitas e comentários...
Se algo me corre mal?? não, não posso dizer que seja verdade..Até tenho uma série de coisas a correr bem. Sonhos a concretizar-se e vida preenchida com amor, família, amizade, saúde..tirando uma nova indecisão a nível de emprego tudo corre sobre rodas.. se calhar é por isso que ando mais dispersa e mais afastada desta máquina que me abre portas para outras vidas.
Ando mesmo um pouco aérea..despassarada mesmo. Ou melhor, demasiado centrada em mim..não é bem isso também..mas seja o que for tem-se traduzido numa redução na vontade de comunicar...
Família..complicada como de costume, pior nos últimos tempos. meu pai anda a preocupar-nos a todos..à minha mãe acho que lhe fazia bem retomar a fluoxetina...
De ti..as saudades são imensas.. são tantas as vezes em que, andando de carro, me sinto tentada a fazer-me à estrada e ir acolher-me em teus braços e fazer descansar tua cabeça em meu colo..
terça-feira, maio 02, 2006
quinta-feira, abril 27, 2006
Com família e sem família
Quase fim da semana..mas apetece-me começar por escrever sobre o meu fim-de-semana.. foi bom, e foi atípico. Nada de especial mas como incluíu saída bem disposta em família: pais, avós e tia, daó o ter sido diferente dos outros.
Sábado, saída com amigas à tarde e outra à noite para uma caipirinha bem bebida, e que bem me soube!
E no Domingo, combinou-se de repente almoço de família. O meu avô faz 80 anos daqui a 2 meses, e resolvemos ir experiementar o serviço de dois ou três restaurantes para poder escolher aquele onde se vai comemorar o aniversário. É cada vez mais rara a minha participação nestas saídas familiares, mas até me senti bem. Almoço catita.. e depois fomos todos até Serralves para ver a famosa exposição do Berardo. E como sou fã de Art Deco não podia deixar de ir, sozinha ou acompanhada. Acabei então por ir com eles, e mais uma vez me delicio em ver os meus avôs juntos a passearem no jardim de mão dada, no seu passo cada vez mais pequenino. Acho-os uma ternura mesmo com as suas eternas resmunguices de velhotes. E depois por outro lado, sinto tanta falta que os meus pais fossem um casal assim... nunca foram, nunca serão..para infelicidade deles e minha.. E se por um lado, ver o relacionamento dos meus pais sempre me fez recear por um cenário de casamento para mim, já o dos meus avós me dá a esperança que a vida é dois, embora não sendo fácil, é possível.
Mas agora são dias de trabalho...mas confesso...pouco ou nada tenho feito...
Meus pais foram de férias esta semana com meu irmão, cunhada e rebento...e está-me a saber pela vida estes dias sózinha em casa! Não é que faça nada de transcendente na ausência deles..mas sabe bem ter a casa em sossego, acender meu incenso, ter o sofá da sala só para mim, ter o dvd e televisão disponíveis para os meus filmes, estar deitada na cama a ler sem que me interrompam, inventar os meus cozinhados sem receber críticas pelos temperos diferentes... sabe bem...
Sábado, saída com amigas à tarde e outra à noite para uma caipirinha bem bebida, e que bem me soube!
E no Domingo, combinou-se de repente almoço de família. O meu avô faz 80 anos daqui a 2 meses, e resolvemos ir experiementar o serviço de dois ou três restaurantes para poder escolher aquele onde se vai comemorar o aniversário. É cada vez mais rara a minha participação nestas saídas familiares, mas até me senti bem. Almoço catita.. e depois fomos todos até Serralves para ver a famosa exposição do Berardo. E como sou fã de Art Deco não podia deixar de ir, sozinha ou acompanhada. Acabei então por ir com eles, e mais uma vez me delicio em ver os meus avôs juntos a passearem no jardim de mão dada, no seu passo cada vez mais pequenino. Acho-os uma ternura mesmo com as suas eternas resmunguices de velhotes. E depois por outro lado, sinto tanta falta que os meus pais fossem um casal assim... nunca foram, nunca serão..para infelicidade deles e minha.. E se por um lado, ver o relacionamento dos meus pais sempre me fez recear por um cenário de casamento para mim, já o dos meus avós me dá a esperança que a vida é dois, embora não sendo fácil, é possível.
Mas agora são dias de trabalho...mas confesso...pouco ou nada tenho feito...
Meus pais foram de férias esta semana com meu irmão, cunhada e rebento...e está-me a saber pela vida estes dias sózinha em casa! Não é que faça nada de transcendente na ausência deles..mas sabe bem ter a casa em sossego, acender meu incenso, ter o sofá da sala só para mim, ter o dvd e televisão disponíveis para os meus filmes, estar deitada na cama a ler sem que me interrompam, inventar os meus cozinhados sem receber críticas pelos temperos diferentes... sabe bem...
quinta-feira, abril 20, 2006
quarta-feira, abril 19, 2006

Farta dos putos, farta das aulas...estou quase a deixá-los..e sei que devia ter remorsos..mas a verdade é que não os tenho. Ou se calhar, mete-me mais confusão esta ausência de remorsos por os deixar antes do final do ano lectivo. Mas afinal o Ministério da Educação mandou umas centenas de professores fazer o mesmo. E eu faço-o para tentar cosntruir uma carreira melhor.
A minha preocupação agora é organizar o caos das minhas papeladas e programas para quem me substituir. E tenho a plena cosnciência que fiz um trabalho apenas mediano. Mea culpa. Sei que devia e podia ter feito mais e melhor. Mas, embora ao início, me tivesse sentido bem a leccionar...já há muitos meses que me é custoso e me faz "infeliz" e reconhecer que não sou o melhor para eles tb me mói a consciência.
Mas tenho de confessar..e este espaço é mesmo para isso..estou feliz por deixar as aulas para trás. Desde que me conheço q sempre disse: não quero ser professora..mas , ao fim de meses de desemprego e de oportunidade mil vezes agradecida e reconhecida dada pelos meus dois mentores, cá estou eu nesta situação - a leccionar. Não esqueço que me deram a mão e me puxaram de novo para a vida activa..mas não sou capaz de continuar. E tinha mesmo de procurar algo mais construtivo em termos de carreira. E mais uma vez... vejo-me com o apoio desses dois mentores, esses dois amigos. E isso dá-me alguma paz.
Como uma amiga disse: tenho de reconhecer as bênçãos que têm chegado à minha vida no último mês. E Amizade é uma delas.
Devo a todos e a mim, fazer o melhor para não as desperdiçar.
segunda-feira, abril 17, 2006
De mudança

Já há outro post com este título, mas desta vez há mesmo mudanças e foram elas a razão de muitas das minhas dúvidas. Mas afinal, como diz o poeta, o mundo é feito de mudança.
Quem me tem lido sabe q desde já há uns tempos comecei a enviar CV's numa tentativa de encontrar emprego mais estável a nível contratual e que me fornecesse uma maior aprendizagem neste mundo de hotelaria onde vou ganhando o meu sustento.. E houve frutos! De modo que, depois de dúvidas e noites passada a falar com almofada, já estou cada vez mais mentalizada para ir trabalhar em nova função e novo hotel a partir do início de Maio. E se até agora era um hotel em Cerveira que me ocupava o tempo, a partir de então será um hotel da região centro.. Vou ter de lá residir e sinto-me preparada para fazer o meu melhor, esperando tb aprender ao máximo. Fácil nao será: vou estar afastada de todos que me são queridos, mas sei q assim estou a construir bases para o meu futuro e isso anima-me.
Sinto-me contente. Arrisquei a mudança e consegui. O que daqui virá, ainda estou para ver, mas sinto-me confiante. Medos e indecisões terei sempre, faça o que fizer, mas não posso deixar é que me tolham.
quinta-feira, abril 06, 2006
terça-feira, abril 04, 2006
sexta-feira, março 31, 2006
Sentir..
quarta-feira, março 29, 2006
Velhos...ou experientes?
Vinha a ouvir a TSF no carro de regresso a casa depois das aulas com os meus enfants tèrribles.
E ouvi esta frase que me deixou pensativa, a meio de um anúncio de reportagem sobre o despedimento de umas centenas de trabalhadores. Disse um deles: "Tenho 40 anos. No meu país chamam-me velho. Fui procurar emprego noutro país, chamaram-me trabalhador experiente." E isto com uma mágoa tensa na voz, que não deixa indiferente ouvir esta frase tão crua sobre a nossa realidade..
Fez-me pensar em mim, embora esteja bem longe daquela realidade. Não estou desempregada, não sou velha..pensei inicialmente...mas depois, de repente, achei-me velha sim. Tenho 26, ainda tenho muito que aprender, e rápido, quanto antes, porque o prazo de validade da vida activa é cada vez mais curto, antes de sermos descartados por outros. Por isso, sinto um certo desconforto qdo digo que quero mudar de situação profissional. Há quem me diga, ainda és nova...mas isso é tão relativo, pelos vistos.... por isso, sinto aperto no estomâgo pela impreparação que sinto e pelo próximo passo profissional que devo estar quase a dar. Mas não há outro caminho. No entanto sinto que, com a redução da valorização das pessoas conforme aumenta a idade, esperam de mim mais do que o q eu tenho (ou penso que tenho) para dar. Algo do género: já trabalhas há x anos, tens y anos..já devias saber e ser mais. Sei que exagero..mas fiquei impressionada com a frase que ouvi.
Por isso a pressão que sentimos para sermos alguém novos, a exigência de sucesso contínuo que fazemos a nós mesmos e aos outros, a dificuldade em não nos perdoarmos por não atingirmos o nível de vida que consideramos ideal no curto-prazo. De querermos usufruir uma vida independente, mas com o nível de vida que temos em casa dos pais, um nível de vida que muitos deles levaram décadas a construir em conjunto, a acumular meios...e às vezes esquecemo-nos as dificuldades que tiveram no seu início de vida e que não queremos (ou já não sabemos) experimentar em 1ª mão. Será que o nosso nível de expectativa está demasiado elevado? Ou será que os meios de alcançar os nosso desejos é que são cada vez mais complexos, nem q seja só nas nossa cabecinhas?! Ou talvez passe por a nossa capacidade de resistência às falhas ser muito frágil e abrir caminho rápido à frustração. não sei... só sei que às vezes, as respostas não são simples, nem tudo tão linear... vou vivendo e aprendendo. Espero saber orientar-me no campo de dúvidas em que volta e meia caminho.
E ouvi esta frase que me deixou pensativa, a meio de um anúncio de reportagem sobre o despedimento de umas centenas de trabalhadores. Disse um deles: "Tenho 40 anos. No meu país chamam-me velho. Fui procurar emprego noutro país, chamaram-me trabalhador experiente." E isto com uma mágoa tensa na voz, que não deixa indiferente ouvir esta frase tão crua sobre a nossa realidade..
Fez-me pensar em mim, embora esteja bem longe daquela realidade. Não estou desempregada, não sou velha..pensei inicialmente...mas depois, de repente, achei-me velha sim. Tenho 26, ainda tenho muito que aprender, e rápido, quanto antes, porque o prazo de validade da vida activa é cada vez mais curto, antes de sermos descartados por outros. Por isso, sinto um certo desconforto qdo digo que quero mudar de situação profissional. Há quem me diga, ainda és nova...mas isso é tão relativo, pelos vistos.... por isso, sinto aperto no estomâgo pela impreparação que sinto e pelo próximo passo profissional que devo estar quase a dar. Mas não há outro caminho. No entanto sinto que, com a redução da valorização das pessoas conforme aumenta a idade, esperam de mim mais do que o q eu tenho (ou penso que tenho) para dar. Algo do género: já trabalhas há x anos, tens y anos..já devias saber e ser mais. Sei que exagero..mas fiquei impressionada com a frase que ouvi.
Por isso a pressão que sentimos para sermos alguém novos, a exigência de sucesso contínuo que fazemos a nós mesmos e aos outros, a dificuldade em não nos perdoarmos por não atingirmos o nível de vida que consideramos ideal no curto-prazo. De querermos usufruir uma vida independente, mas com o nível de vida que temos em casa dos pais, um nível de vida que muitos deles levaram décadas a construir em conjunto, a acumular meios...e às vezes esquecemo-nos as dificuldades que tiveram no seu início de vida e que não queremos (ou já não sabemos) experimentar em 1ª mão. Será que o nosso nível de expectativa está demasiado elevado? Ou será que os meios de alcançar os nosso desejos é que são cada vez mais complexos, nem q seja só nas nossa cabecinhas?! Ou talvez passe por a nossa capacidade de resistência às falhas ser muito frágil e abrir caminho rápido à frustração. não sei... só sei que às vezes, as respostas não são simples, nem tudo tão linear... vou vivendo e aprendendo. Espero saber orientar-me no campo de dúvidas em que volta e meia caminho.
segunda-feira, março 27, 2006
Merece visita... Vai no Batalha!
Ao fazer a minha habitual ronda pelos blogs que estão presentes nos meus links, abri o Cidade Surpreendente, e deparei-me com este post, que aconselho a que visitem. O Cinema Batalha renovado! Numa cidade, infelizmente cada vez mais decrépita no seu miolo, sinto que ainda há esperança quando vejo estas ressurreições urbanas. espero que seja para durar.
sexta-feira, março 24, 2006
quarta-feira, março 22, 2006
terça-feira, março 21, 2006
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