domingo, novembro 27, 2005

Apetece-me


Apetecem-me manhãs de silêncio
sons cortados, apenas ouvir-me calmamente a respirar.
Anular todas as irritações e frustrações,
sentir o copo a esvaziar.
e respirar, respirar,
sentir o peito a subir e baixar.
Olhar o tecto e em nada pensar.
relaxar, descontrair.
Apetecem-me dias de solidão procurada.
Minhas quatro paredes minhas.
Meu sofá só meu.
Quebrar do silêncio só meu.
Horários meus. Connvites meus.
...
Apetece-me tanto.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Work work work



Ainda bem que o tenho! mas que neste momento ando farta dele, isso ando!! é horários para aqui, reuniões para acolá, testes e trabalhos a gritarem por correcção, turmas complicadas até mais não!! cartas p escrever, mails p responder! E no meio disto tudo uma feira de turismo em Valladolid à qual não me apetece ir, por já estar a ver o filme que vai ser com o patrão que embora boa pessoa, é um bronco, que não sabe deixar de ser macho latino! blaaarghh! uffff
Esta é apenas uma pequena actualização! tenho de ir fazer a mala e partir!

quinta-feira, novembro 17, 2005

Vou a caminho!



Estou quase aí!!

segunda-feira, novembro 14, 2005

domingo, novembro 13, 2005

Acabou...

Está a acabar mais um fim-de-semana... Mais dois escassos dias que desapareceram. E porque registar isto? São apenas mais dois dias do calendário que dão lugar aos dias que se lhe seguem na ordem natural das coisas. Mas a verdade é que cada vez mais anseio por eles, e cada vez mais lamento a sua conclusão.
Este foi um fim-de-semana relativamente bom. De bem com a família, dentro da nossa normalidade e conceito de bom. De bem comigo, trabalhei e descansei, sem me sentir com os habituais remorsos, apesar de nem ter concluído todas as tarefas.
Hoje terminei com um divertido convívio em casa da S. Um magusto que resolvemos organizar e que nos deu momentos para grandes risadas e descompressão da alminha.
(E senti a tua falta, senti tanto a tua falta... Conto os dias para te abraçar!)

quinta-feira, novembro 10, 2005

Escrever, apenas


Estou algo ansiosa, nem sei bem dizer porquê. É um aperto fininho que sinto no meio do peito, um adejar que lá está sempre, que alastra ao cérebro, que mistura todos os outros pensamentos, que baralha emoções, que me deixa num misto de desconforto e irrequietude.
E deu-me vontade de escrever, de vir martelar teclas, de escrever ao som de Marlango, de tentar por uma ordem nesta desordem.
Apetece-me sair, apetece-me ficar. Apetece-me falar, apetece-me calar. Quero ver, mas também quero estar de olhos fechados.
Quero que esta moínha da alma desapareça, mas sei também que é ela que me faz desejar mais, que me faz andar para a frente; quando se torna forte, algo surge que me faz dar mais um passo, me dá algo de novo...positivo ou negativo.
Não quero falar do que não gosto em mim, mas também não quero explorar o que aprecio.
Quero viver. Quero sentir, quero saborear o bom e o mau. Quero sair de mim, quero reencontrar-me. Quero um dia conhecer-me. Dia após dia, o tempo escorre por mim, envelhece a minha vida, torna a minha sombra maior. Aumenta também o alcance do meu olhar, torna diferente a minha capacidade de sentir, olho com mil olhos, ouço com mais intensidade, toco com mais sensibilidade. Quase adulta, ainda miúda. Quererei passar deste limbo? Quererei perder esta visão dupla? Ganharei ou perderei se tal acontecer? Estou a gostar de crescer, não sei dizer se bem ou se mal. Será possível dizê-lo alguma vez?! Mas estou a gostar que os anos passem por mim, e quero mais uma vez ver chegar aquela data do calendário que faz mudar o meu número de apresentação. Eu, 25 anos; eu, 26 anos... Olho para estes números, ouço-os ditos pela minha voz, uma e outra vez, um e outro dia. Às vezes são-me enormes, outras vezes penso que estou a olhá-los de cima, e eles bem pequenos, bem inocentes... confortáveis? ainda não... ainda anseio muito, ainda duvido muito. Mas gosto-me, irremediavelmente imperfeita, apenas uma projecção esbatida do que poderia ser ou talvez não... talvez as pretensões é que são demasiadas.
Ainda martelo as teclas, as palavras não páram de querer sair, nem imagino o sentido terão ou desvario que são. Mas creio ser mais pequeno o nó frio dentro de mim...ah! maravilhosa, fantástica, abençoada escrita.... por agora páro...mas há, mais, oh, há tanto mais!

terça-feira, novembro 08, 2005

Assim...


Sinto-me como um balão vazio... murchinha, murchinha...
Foi assim, quase de repente que fiquei assim...a tal preguiça do fim-de-semana já não era totalmente inocente. Foi o chegar anunciado desta inércia e dobrar de ombros...
Quanto tempo durará desta vez?
Só me apetece estar quietinha no meu canto, se possível, a olhar para o tecto. Amanhã prevejo que as horinhas de aulas serão dolorosas de passar...
As de hoje arrastam-se e eu a meio-gás, com o peso das coisas não feitas a aumentar.
Vou deitar mãos ao trabalho, embora não preveja milagres....

segunda-feira, novembro 07, 2005

Trivialidades

Mais um fim-de-semana que passou. Mais dois dias que voaram sem que quase nada do que tinha planeado para os ocupar tivesse sido feito. São dias que se sucedem e em que esta minha inércia me vence.
Tinha planeado arrumar o armário, isto é, trocar a roupa de Verão que o ocupa, pela de Inverno, guardada em caixas. Queria ter corrigido uns trabalhos de casa dos alunos. Queria ter dado uma arrumação aos ficheiros no meu computador. Queria ter feito sei lá mais o quê….Acabei por nada fazer…
Mas não nego que o meu fim-de-semana foi bom. No sábado de manhã dormi até tarde, o que adoro. Adoro estar no quentinho dos lençóis, sob o peso dos cobertores e edredão, semi-acordada, apreciar o conforto. Depois almoço de família, com a presença do meu irmão, cunhada e sobrinho de 2 mesinhos. Acabei por ficar na sala com eles e mais uma vez adiei as minhas tarefas…depois o dia foi escurecendo e a vontade esvaiu-se de vez. Jantarito leve e saída com amigas. Saída é como quem diz: fomos todos para casa da A. (Nocturama) ver um filme, enroscadas no sofá, lareira acesa e cházinho e biscoitos em frente. Nem vesti roupa de sair. Fui vestida com a roupa confortável com que estava em casa. Sabe tão bem! Filme, risota, conversa, cusquices e disparates, e boa disposição num ambiente acolhedor…hum, acho que chegamos mesmo à fase dos programas de chinelinho!!! Com isto tudo deitei já tarde.
Domingo: de novo acordei tarde. Almoço levezinho e tive de sair com minha mãe reclamar de uma cadeira que comprámos e que tinha defeito. Feita a devolução, a família foi passear e eu regressei ao sossego do lar, que ficou por minha conta por umas horas. Vinha até disposta a trabalhar, mas acabei por ficar na sala a ver filmes parvos na Tv até ser hora de jantar e ir com a A. à Fnac. Claro que não saí de mãos a abanar: o novo livro do Saramago já está a ser lido! E mais uma vez, a escrita do homem já me agarrou.
Mas…onde é que eu queria chegar: por muito prazer que me dêem estes fins-de-semana hedonistas, chego ao fim frustradíssima por não ter feito as minhas obrigações!! Fico zangada comigo mesma por deixar que estas coisas se arrastem dia após dia, ás vezes, semana após semana, sem que faça nada! E o pior é que acabo por fazer o mesmo em algumas coisas do trabalho!! Irrita-me ser assim! Mas quanto mais tenho que fazer, maior é a minha vontade de ficar quieta, e isto vai aumentando tipo bola de neve! Não tem muita lógica, pois não??

quinta-feira, novembro 03, 2005

Miminho...

Esta hoje é para ti...

quarta-feira, novembro 02, 2005

On the road



Fiz-me à estrada e ainda bem! Centenas de km's, costas cansadas, olhos a arder, dificuldade em conduzir à noite, muita atenção para não falhar as indicações dadas para chegar a bom porto.
Centenas de km's. Atravessei 2 terços do país, mas que bem me soube! O tempo pareceu curto e a distância menor.
Com o teu sorriso e abraço forte até esqueci o cansaço das costas! que bem me soube! Parece que ainda agora o sinto!
Vim retemperada com o teu sorriso!

terça-feira, outubro 25, 2005

Momentos...


Fotos desfocadas. Gosto de fotos desfocadas.
Das feições de que desaparecem, dos contornos que se esbatem.
As cores esfumam-se...os fundos confundem-se
E apenas as silhuetas se entrevêem.
e os sentimentos...
são esses que dão força a essas imagens estranhas,
a esses corpos-fantasma, a esses gestos vagos que se adivinham.
A alma do momento preservada.
Em cada uma delas uma memória.
Em cada uma delas um momento.
Em todas um sorriso.
Existem na sua imperfeição ideal.
Vê-las é recordar sons e cheiros
movimentos e sons
pensamentos fugidios
risos garridos
e momentos de libertação sem igual.

domingo, outubro 23, 2005

Solidão a três...

Estou sozinha em casa. Meus pais estão fora desde ontem, e soube há momentos, só vêm amanhã. Que bom! não me interpretem mal. Gosto deles, claro que sim. Claro que gostaria que fossem diferentes numa tonelada de pequenas coisinhas. Essas mesmas coisinhas que me fazem exasperar com eles diariamente. Decerto tantas pequenas coisinhas quantas as que os fazem irritar por minha causa... enfim...confesso temos um relacionamento difícil e nada exemplar. Admito mesmo que muitas vezes coloco lenha na fogueira de discussão que eles mantêm permanentemente acesa... e nem sempre consigo por água na fervura que se levanta pela mínima coisa entre eles... e se falo, necessariamente, entendem que estou mais a favor de um ou de outro...e instala-se novo mau humor para todos...é um cansaço diário que me corrói, que os corrói a eles, que não nos faz funcionar como uma família mas sim como 3 pessoas que vivem juntas, têm a chave da mesma casa e partilham a mesa das refeições e os mesmos espaços...Há anos que penso que eles se deveriam ter separado e seguido caminhos separados..mas são daquele género de pessoas dependentes das rotinas e hábitos de anos, e que seriam ainda mais infelizes a viverem sozinhos, penso eu. Mas dói e "mata-me" todos os dias mais um pouco viver este ambiente cá me casa. E nos últimos tempos têm-se intensificado, e ainda vai ficar mais sensível nas semanas, meses que se aproximam...tenho receio da nossa incapcidade de mútua compreensão, de virmos a causar dores irreparáveis uns nos outros, além das que já cultivámos até agora. Gosto deles...mas seria tão melhor não ter de morar cá...seria tão melhor para todos se eles se soubessem separar e tentar reconstruir um sem o outro. Seria tão bom se eles se amassem, se talvez um dia se tivessem verdadeiramente compreedido e houvesse um fundo de cumplicidade e entendimento de vontades, de desejos, de pensamentos de carinhos e cumplicidades...Gostaria de isso tudo... gostaria que isto não me magoasse como magoa, gostaria que as coisas fossem tão diferentes. Gostaria de não os magoar todos os dias, ou com a minha indiferença e ausência, ou com minhas palavras duras, ditas sem pensar, ou pior, às vezes, bem consciente do que digo... Gostaria que tudo fosse diferente...

sexta-feira, outubro 21, 2005

Thanks god...it's Friday!!!!


Estava a ver que nunca mais chegava!!!

quarta-feira, outubro 19, 2005

Saltos altos...


Pois... hoje tive de andar de botinha toda pipi com tacãozinho nas ruas empedradas do Porto, e estão a ver o resultado...pés doridos e cansaço brutal...quem me dera puder dizer: nunca mais saltos altos!!! (5 cm's para mim é alto... riam-se!! ). Raio de botins desconfortáveis! Agora estou estourada, e nada me apetece fazer...Hum...ando a dizer esta frase vezes de mais outra vez...hum... bem...vou corrigir uns malfadados testes...

terça-feira, outubro 18, 2005

Tenderness...

Tempo...


Preciso de tempo, de mais tempo...Tenho tantas ceninhas para fazer num prazo curto que nem sei para onde me virar! precisava de mais horas !! Ou melhor, precisava de saber ser mais organizada com o meu tempo e as minhas tarefas-.
Hoje até escrevi uma lista de tarefas que tenho a fazer...está aqui à minha frente a olhar-me a parece que cada tópico salta à vista, como se fora escrito a letras de néon, a querer fazer-se destacar sobre os outros todos.
Escrever no blog não era uma das tarefas...

quinta-feira, outubro 13, 2005

Para a C. e para o Pipas....

Beijo Miga...

Estou com sono...


Estou com sono...nem o café me despertou totalmente. Os olhos pesam...
Devia estar a trabalhar neste momento mas não consigo...vou fazer outras coisinhas, não trabalho, mas necessárias e ver se esta pausa me desperta um pouco...Ainda tenho tanto que fazer hoje... e continuo de má-vontade com as aulas...aquelas turmas realmente cansam-me o cérebro...
Mas subjacente a isto tudo....reina o bem estar na minha mente...e para quem me acompanha há largos meses, sabe que nem sempre tive e o quanto os valorizo. Por isso, sorrio sempre, e o meu olhar, mesmo cansado, tem outro vigor...
Vou...
Mas volto!

segunda-feira, outubro 10, 2005

Já fazia falta!


Já me fazia falta ouvir a chuva, ver o alcatrão brilhante da água q cai, os carros primeiro manchados das primeiras pingas esparsas, e depois reluzentes, quase lavados por esta ansiada água que cai do céu. As plantas do meu quintal ganharam outro vigor, diria que sorriem pelas novas cores que ostentam e pela frescura que atinge as suas raízes. Até a minha gata saiu a beber a água que se acumulou nas folhas maiores. Meus pássaros também me parecem mais despertos.
E eu? eu sinto-me mais leve! Gosto de voltar a sentir este tempo húmido, de ver as nuvens cinzentas lá em cima no céu, azul durante tanto e demasiado tempo...
Tempo que convida ao aconchego, a deitar no sofá a ver filmes: foi isso que fiz ontem, no intervalo de uma festa de aniversário e depois à noite, de novo. Sala semi-obscurecida, dvd a passar e eu satisfeita: assim sim já me parece Outono!
Para ser perfeito, pensei que bom seria ter teus braços a aconchegar-me, ver o filme enroscada em ti, enquanto o cinzento nos envolveria e a chuva caía lá fora...
E à noite, a tua mensagem: chove. seria tão bom adormecer contigo em meus braços...
Olhos que se humedecem, corpo que sorri...

terça-feira, outubro 04, 2005

prazeres simples


Nunca me souberam tão bem...